Métodos de Formação de Preços


Formação Baseada em Custos

Existem três metodologias de definição de preço mais utilizadas. A mais tradicional é a Definição de Preços baseada nos Custos:



Nessa estratégia, a empresa determina o preço de seus produtos aplicando um percentual sobre seus custos, sejam de produção ou aquisição.

O benefício desse método é a facilidade de gestão e a garantia de certa rentabilidade. Porém, ao olharmos apenas para os custos, estamos ignorando todo o ambiente competitivo externo e a percepção de valor pelos clientes.

Por ser a mais tradicional, esse método também é o mais utilizado. De acordo com uma pesquisa do Banco Mundial realizada em 2005 com onze mil empresas, 54% delas ainda seguiam esse modelo.

Formação Baseada em Mercado

Outra abordagem tradicional é aquela em que as empresas estabelecem seus preços com base no preço de mercado (ou concorrência).



Este método apresenta uma evolução em relação ao anterior, pois a empresa começa a avaliar o mercado antes de definir seus preços. Porém, ao balizarmos os preços com base apenas na concorrência, ficamos reféns de uma política de preços que pode não ser a ideal para nossa empresa. Este método apresenta um risco para a lucratividade caso a empresa se comporte passivamente em relação ao mercado, o que também poderá gerar uma guerra de preços.

Formação Baseada em Valor

A abordagem que mais acreditamos é aquela em que os preços são definidos de acordo com o valor percebido pelos clientes.



Este método é considerado o mais avançado por levar em consideração a percepção de valor dos clientes e permitir cobrar pelos produtos um preço que o cliente julgue ser justo e que está disposto a pagar. Produtos com atributos melhores terão preços maiores. Por exemplo, empresas com serviços agregados percebidos como diferenciados podem cobrar um valor adicional pelos seus produtos. Embora este método seja aquele que possibilite para as empresas a maximização de seus resultados, de acordo com a pesquisa realizada pelo Banco Mundial citada acima, apenas 18% das empresas pesquisadas estavam utilizando esta abordagem em 2005.